BELO SANGUE JORRADO

UMA AVE VIVA NO DESPACHO, CORPORALIDADE NEGRAS, DIÁSPORA

  • Winnie de Campo Bueno
  • Marília Floôr Kosby
Palavras-chave: Etnografia, racismo, escritas contra-hegemônicas, corporalidades, tradições de matriz africana

Resumo

Partindo de pesquisa etnográfca com religiões de matriz africana no sul do Brasil, este artigo busca atualizar estratégias éticas e estéticas de escrita que tensionem os lugares de fala convencionalmente atribuídos à pesquisadora e à nativa. É escrito por uma antropóloga recém iniciada no Batuque e por uma yalorixá recém iniciada na academia, de forma com que o que cada uma quer dizer não se funda naquilo que a outra pensa e diz. A partir dos movimentos da escrita em colabor, as autoras eclodem uma discussão sobre os limites dessa escrita como arma estratégica de subversão de subalternidades preestabelecidas pela criação de um Sujeito ocidental, assim como sobre a necessidade de que os saberes e modos de estar no mundo negro-africanos sejam tidos como agenciamentos potentes na formulação de saberes acadêmicos.

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Publicado
2022-02-22
Seção
Antropoéticas: outras etnografias